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PRÓ-FÊMEAS - Pró-Genética

Vacas de elite para todos
Fonte: Jornal "Estado de Minas".
A produção leiteira de Minas deve tomar novos rumos a partir de agora. Na semana passada, o governador Alberto Pinto Coelho assinou decreto que implementa o Pró-Fêmeas, iniciativa que visa à obtenção de animais geneticamente superiores. Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Merlo, o novo programa possibilitará a comercialização de fêmeas com idade entre 16 meses e 60 meses. Os animais precisam ter RGD (Registro Genealógico Definitivo) ou CGD (Controle Genealógico Definitivo), exame negativo para brucelose e tuberculose, aos 30 meses estar prenhe, aos 40 meses estar em lactação e/ou, no mínimo, na segunda gestação.
 
Os criadores interessados em participar do programa devem procurar uma unidade da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) ou de Girolando. As ações do Pró-Fêmeas serão realizadas com recursos financeiros previstos no orçamento do governo do estado, créditos adicionais e recursos provenientes de crédito interno ou externo, de parcerias entre o estado e o setor privado, entre outras fontes. O Pró-Fêmeas é uma extensão do Pró-Genética (Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino do Estado de Minas Gerais).
 
“Esse novo programa certamente terá o mesmo êxito de outras iniciativas, que acabam se estendendo para o restante do país. Temos orgulho em dizer que Minas tem vocação para o setor da agropecuária. O que me deixa satisfeito é ver que, nos últimos 12 anos, Minas teve um aumento da participação do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária, passando de 9%, em 2002, para 13%, em 2013. São resultados como esse que mostram a competência do nosso estado e dos nossos organismos estatais de apoio ao produtor”, afirmou Pinto Coelho.
 
AVANÇO 
 
Os programas, em conjunto, poderão oferecer a partir de 2018, em feiras e leilões, touros e fêmeas geneticamente melhorados, com comprovação pelo programa genético oficializado pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
 
Somente neste ano, foram realizadas, pelo Pró-Genética, 40 feiras e leilões de touros, possibilitando a venda de cerca de mil animais de origem comprovada. O valor obtido com a venda dos reprodutores alcançou a média de R$ 5 mil a R$ 6 mil por cabeça.
 
Segundo o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), Minas conta com um rebanho bovino de 23,6 milhões de cabeças. As fêmeas somam 15,6 milhões, e o número de machos alcança 7,9 milhões. São 376 mil produtores rurais voltados para a bovinocultura. O estado produz anualmente 8,8 bilhões de litros de leite, que lhe garantem o primeiro lugar no ranking nacional, com cerca de 30% da produção. A pecuária mineira responde ainda por cerca de 1 milhão de toneladas de carne bovina por ano.

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